Poço de polêmicas

A república sindicalista instalada na Petrobras

Protestar, ocupar, parar e resistir. A vida sindical parecia não trazer outros desafios para Wilson Santarosa e seus companheiros, líderes de jornadas que paralisaram refinarias e campos de produção da Petrobras nos anos 80 e 90. A cada crise, fosse um vazamento ou uma plataforma afundada, lá estavam eles, tentando alimentar o noticiário com denúncias.

Mas os tempos mudaram, e os desafios também. Hoje, pelo menos 22 deles saltaram das assembleias e dos piquetes para postos estratégicos na estatal. Juntos, formam a república sindical que movimenta uma poderosa máquina política, presente em projetos sociais de 938 prefeituras, no comando do segundo maior fundo de pensão do país e do programa do biodiesel.

A lista, levantada pelo GLOBO, aponta ex-sindicalistas na presidência e nas gerênncias de Gás e Energia, Comunicação Institucional e Recursos Humanos da Petrobras, além da Transpetro e da direção da Petros, fundo de pensão com 64 mil participantes ativos e patrimônio de R$ 47 bilhões. Dos 22 nomes, egressos da Federação Nacional dos Petroleiros (FUP) e da Articulação Sindical, versão da corrente majoritária petista no sindicalismo, 17 são vinculados ao PT — como ex-candidatos, ex-colaboradores de governo, exparlamentares e doadores de campanha — e um ao PCdoB.

A maioria do grupo militou nas bases de São Paulo e Rio de Janeiro, mas há também ex-dirigentes da Bahia e do Ceará. Nas greves de 1983, ano da fundação da CUT, e principalmente de 1995, quando os petroleiros pararam a empresa por 32 dias, eles forjaram a fama de “ponta firme”, gíria sindical para militante determinado e confiável. Três deles chegaram a processar a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Um, inclusive, acompanhou militantes do MST na invasão da sede da ANP no Rio.

Do discurso inflamado, porém, nada restou. No poder, o grupo trocou o megafone pelos ternos e os jornais do sindicato pelas grandes campanhas publicitárias.

Alguns compraram empresas. Outros saíram de vilas operárias para morar em imóveis de bairros nobres. São assediados pela classe política e empresarial, e já aprenderam a circular em salões e roteiros internacionais.

Responsável pela verba publicitária, pelo relacionamento com a mídia e pela distribuição de recursos para programas sociais e ambientais (só em 2008 foram destinados R$ 544 milhões para mais de 2.300 projetos), a Comunicação Institucional é o abrigo preferencial dos ex-sindicalistas. Sete deles estão lá, entre os quais Wilson Santarosa, ex-presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas (SP), que comanda a gerência. Além dessa, as quatro gerências regionais, a Comunicação de Crise e a Gerência de Relacionamento (Comunicação interna) estão sob o controle de ex-dirigentes sindicais.

Demitido por greve hoje gerencia crises

O gerente de Crise, Erasmo Granado Ferreira, é o exemplo mais emblemático dessa mudança de atitude dos sindicalistas. Como dirigente do SindiPetro de Campinas, partiu para o confronto com a estatal e acabou demitido na greve de 1983, sendo anistiado em 2004. Hoje, comanda com zelo extremo o controle de dados que possam comprometer a imagem da empresa.

Com 1.150 funcionários, a Comunicação Institucional gastou nos últimos três anos mais de R$ 900 milhões anuais. Seus gerentes são acusados de favorecer prefeituras aliadas na distribuição de recursos sociais.

Este ano, por exemplo, o PT lidera as prefeituras do Nordeste que tiveram festas juninas patrocinadas pela empresa — 20 de um total de 86, seguidas pelo PMDB, com 12.

O RH é outro setor estratégico nas mãos de sindicalistas. O gerente, Diego Hernandes, ex-dirigente do SindiPetro de Mauá, responde pela relação com sindicatos, associações de classe e a Petros. Apesar da experiência, a tarefa é espinhosa. O grupo de Diego deixou de ser maioria absoluta no setor petroleiro — dos 17 sindicatos, seis são dissidentes — e o gerente, ao lado do presidente da empresa, José Sergio Gabrielli, já foi alvo de enterro simbólico realizado por aposentados.

No setor de Gás e Energia, o gerente de Desenvolvimento Energético, Mozart Schmitt de Queiroz, é exdirigente do SindiPetro do Rio. Ele cuida de temas como o biodiesel.

Na presidência, eram dois ex-dirigentes, mas o staff subiu para três com a chegada de Rosemberg Pinto, transferido da Comunicação após ser alvo de denúncia por uso político de verbas sociais. 

(Chico Otávio e Tatiana Farah em O GLOBO

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 06h19
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Manchetes de domingo

Sindicalista criam esquema de ação política na Petrobras

Pelo menos 22 ex-sindicalistas ocupam postos estratégicos em gerências da Petrobras, da Transpetro e da Petros, o fundo de pensão da estatal, informam Chico Otavio e Tatiana Farah. Desses, 14 são ligados ao PT – como ex-candidatos, ex-parlamentares, colaboradores de governo, doadores de campanha – e um ao PCdoB. Três processaram a Petrobras e a Agência Nacional do Petróleo, e um acompanhou o MST na invasão à sede da ANP. Hoje comandam a distribuição de verbas da estatal, girando uma máquina que financia projetos em 938 prefeituras. O gerente executivo de Comunicação Institucional da Petrobras, Wilson Santarosa, ex-sindicalista, disse que os antigos companheiros conhecem bem a empresa e têm facilidade com projetos sociais.

Senado movimenta conta sigilosa

A Mesa Diretora do Senado criou em 1997 três contas bancárias que não constam da contabilidade oficial nem do Siafi, sistema que acompanha os gastos públicos. As contas foram abertas com recursos de outro fundo. O ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia, afastado em março deste ano, movimentava quase sem fiscalização essas três contas, cujos saldos somam hoje R$ 160 milhões, informam Leonardo Souza, Andreza Matais e Adriano Ceolin. Os 11 membros atuais da comissão de servidores que monitorava a saída de fundos foram escolhidos por Agaciel e apenas referendavam suas decisões. A Folha apurou que eles nunca auditaram as movimentações. O dinheiro das contas advém de um desconto no salário dos funcionários para custear o plano de saúde, mas é usado apenas marginalmente para esse fim – o Senado tem outro orçamento para os gastos médicos. Já houve relato de desvios dessas contas.

Projeto prevê fechamento de empresa que pagar propina

Empresas que cometerem crimes contra a administração pública para obter vantagens passarão a correr o risco de serem fechadas. A novidade consta de projeto de responsabilização das pessoas jurídicas que está sendo concluído na Controladoria-Geral da União (CGU) e no Ministério da Justiça, informa o repórter Felipe Recondo. Estarão sujeitas a punições de caráter civil e administrativo companhias que pagarem propina a servidores públicos, praticarem fraude em licitações, lavarem dinheiro e maquiarem produtos ou serviços vendidos ao governo. Hoje essas empresas são praticamente imunes a punições e em geral continuam a funcionar sem problemas, mesmo após a confirmação de irregularidades. O projeto deverá ser encaminhado ao Congresso até o fim do mês.

Monumentos pedem socorro

De acordo com a Fundação Parques e Jardins, o Rio é a cidade que mais tem monumentos públicos no país. Capital do Brasil Colônia, do Império e em boa parte da República, forma um verdadeiro museu a céu aberto. Mas essas obras de arte são alvo de vandalismo. Vêm sendo depredadas dia após dia. Somente no ano passado, a prefeitura gastou R$ 900 mil para recuperar, de maneira precária, parte dos 694 monumentos espalhados pelo espaço urbano.

Cresce o número de jovens armados

As apreensões de revólveres e pistolas aumentaram 31,5% nos últimos dois anos no DF, numa média de 38 por mês. A maioria é encontrada nas mãos de meninos de 16 e 17 anos. As consequências do fenômeno são mortes bárbaras, como a do estudante e atleta Lucas Murilo Fernandes, 16 anos, atingido por um tiro nas costas ao ser confundido com um rival do assassino. Segundo autoridades, quadrilhas de traficantes e assaltantes deixam as armas com os mais jovens para escapar das punições do crime que é inafiançável.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 06h05
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Pesquisas em Salvador e Belém

 

Em Salvador, Neto lidera com 28%, João e Pinheiro têm 20%

 

Pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (29) mantém o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) na liderança da corrida pela Prefeitura de Salvador, mas mostra avanço das candidaturas de oposição, do prefeito João Henrique (PMDB) e de Walter Pinheiro (PT), embolando o segundo turno da disputa.

 

De acordo com a pesquisa, ACM Neto oscilou dentro da margem de erro de três pontos, passando de 26% para 28% das intenções de voto. Logo em seguida, está João Henrique, que subiu seis pontos e agora está com 20%, contra 14% da última pesquisa.

 

Empatado tecnicamente com o peemedebista aparece Walter Pinheiro (PT), com os mesmos 20%. Na última pesquisa Ibope, o candidato petista tinha 16%.

 

O tucano Antonio Imbassahy, que em agosto contabilizava 27% e dividia a liderança com ACM Neto, manteve 18% nas duas últimas pesquisas e caiu para o quarto lugar, com 13% atuais.

 

O servidor público Hilton Coelho (PSOL) manteve os 3%. Os votos brancos e nulos somam 8% e os que não sabe ou não responderam são 7%.

 

Segundo turno

 

O Ibope também simulou um eventual segundo turno na capital baiana. Em um confronto entre ACM Neto e João Henrique, o democrata venceria por 41% a 35%.

 

Entre Antonio Carlos Magalhães Neto e Walter Pinheiro, a disputa seria mais apertada: o democrata teria 40%, e o petista, 38%.

 

Já entre ACM Neto e Imbassahy, o democrata também venceria: 39% contra 32%.

 

A pesquisa, encomendada pela TV Bahia (Globo), ouviu 805 eleitores entre os dias 25 e 27 de setembro, e está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) sob o nº 37.451/2008

 

Em Belém, Duciomar assume liderança em duas pesquisas

 

Ibope

 

Desde agosto, os dois candidatos vinham polarizando o pleito com empate técnico, alternando apenas a ordem da primeira colocação. Desta vez, Duciomar cresceu oito pontos percentuais em relação à rodada anterior, enquanto Valéria que tinha 20% e caiu dois pontos percentuais, ficando com os atuais 18% de preferência do eleitor.

 

José Priante (PMDB) e Mário Cardoso (PT), que mantiveram os mesmos 12%, passaram a ficar tecnicamente empatados com a democrata no segundo lugar. Arnaldo Jordy (PPS) passou de 7% para 6%. Marinor Brito (PSOL) continua com 3%. O delegado João Moraes (PSL) que não havia registrado 1% alcançou 2% nesta pesquisa.

 

O levantamento revela que o contingente de eleitores indecisos passa de 13% para 8%. Os que declaram voto branco e nulo são hoje 6% (eram 8% na última pesquisa).

 

O instituto, contratado pela TV Liberal, ouviu 602 pessoas entre os dias 23 e 26 de setembro de 2008. Com margem de erro de quatro pontos percentuais, a pesquisa foi registrada na 98ª Zona Eleitoral de Belém (PA) sob o nº 2214/2008.

 

Segundo turno

 

Em um virtual segundo turno, Duciomar melhora consideravelmente seu desempenho em relação às quatro rodadas passadas e pela primeira vez assume a liderança contra qualquer um dos adversários. Se fosse com Valéria, o petebista ganharia de 45% a 32% e, de Priante, por 45% a 34%, Com o petista Mário Cardoso, a diferença aumenta de 50% para 30% do atual gestor.

 

Já se a final fosse entre Valéria e Priante, o peemedebista venceria por 39% a 35%. Enquanto, em disputa entre Valéria e Mário, ela ganharia por 41% a 34%.

 

Vox Populi

 

Pesquisa divulgada neste domingo (28) pelo Instituto Vox Populi, encomendada pelo jornal "Diário do Pará", também coloca o atual prefeito Duciomar à frente na disputa, com 35% das intenções de voto.

 

Em segundo lugar, aparece empatados com 15%, a candidata Valéria Pires Franco (DEM) e José Priante (PMDB). Em seguida vem os nomes de Mário Cardoso (PT) com 10%, Arnaldo Jordy (PPS) 4%, Marinor Brito (PSol) 2% e João Moraes (PSL) 1%. Os votos nulos e brancos somam 7%, enquanto os eleitores que não souberam ou não quiseram responder, somam 11%.

 

A pesquisa Vox Populi, foi registrada junto à Justiça Eleitoral, na 98ª Zona Eleitoral de Belém sob o nº 2212/2008. O levantamento foi realizado entre os dias 21 e 23 de setembro. 

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 22h54
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Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 18h44
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Equador x Odebrecht

Lula diz confiar em acordo 

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (24), em entrevista à imprensa no hotel Waldorf Astoria, em Nova York, que não tem dúvida de que será alcançado um acordo com o governo do presidente do Equador, Rafael Correa, para superar o problema surgido com a expulsão da construtora Odebrecht do país.

Lula disse que, por enquanto, não é uma questão que exija do presidente do Brasil uma participação direta, porque ela está sendo administrada no âmbito do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo Lula, a Odebrecht é uma empresa "respeitada no Brasil e o Equador é um país que mantém relações extraordinárias com o Brasil e também uma relação histórica." Leia a cobertura completa do G 1 aqui.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 18h43
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Sucessão em Recife

PT recorre de impugnação que tornou inelegível de João Costa

 

Os advogados da Frente do Recife Ricardo Soriano e Virgínia Pimentel deram entrada, na tarde de hoje, em recurso judicial pedindo a suspensão da sentença que tornou inelegível por três anos o candidato do PT à Prefeitura do Recife, João da Costa. A decisão foi proferida pelo juiz Nilson Nery, da 8ª Zona Eleitoral do Recife, na tarde de ontem. A partir de agora, o caso será decidido pelo Pleno do TRE, que não deve julgar a ação antes no 1º Turno, como previu Virgínia Pimentel.

 

“Não existe tempo hábil”, disse a advogada. Na análise dos advogados da coligação, não existe nenhuma prova, nos autos do processo, de que o candidato João da Costa usou a máquina da Prefeitura do Recife para beneficiar sua campanha. “Não há provas suficientes. Não existe nenhuma ordem expressa do candidato João da Costa, nem de nenhum dos integrantes do seu comitê autorizando ou sequer solicitando a participação de nenhum servidor público da Prefeitura na sua campanha”, alegou Virgínia.

 

O juiz Nilson Nery decidiu cassar a candidatura petista com base nas perícias realizadas pela Polícia Federal em computadores da Secretaria de Educação do Recife. Nas memórias, foram encontrados jingles e outras peças de campanha e convocações feitas a funcionários da Prefeitura para participar de atos da campanha de Costa em horário de expediente. Segundo o magistrado, outros dados importantes foram coletados durante as ouvidas das testemunhas arroladas no caso e os documentos comprobatórios anexados ao processo.

 

Comentário: Seria muita burrice se existem "ordens expressas" de João da Costa para os servidores da Secretaria de Educação. Menos doutora Virgínia, menos.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 18h00
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Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 17h37
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Sucessão em Recife

PT do Recife tenta desconstruir sentença

 

Quem está acompanhando a sucessão municipal nas capitais, não se espantou com a decisão do juiz pernambucano Nilson Nery, que impugnou a candidatura de João da Costa sob a alegação de uso da máquina administrativa da Prefeitura do Recife na captação de votos.

 

Em todas as capitais que possuem candidatos à reeleição ou apoiados por prefeitos e governadores as transgressões a lei eleitoral se sucedem. Ações da lavra dos Ministérios Públicos Eleitorais correm em várias capitais.

 

Em Macapá, por exemplo, foram suspensos todos os programas sociais do Governo do Estado por flagrante infração eleitoral em favor do candidato e primo do governador.

 

Em Fortaleza, existem várias ações do MPE pelos mesmos motivos contra a candidata à reeleição Luizianne Lins. E assim as coisas vão se desdobrando.

 

Em Salvador, o prefeito João Henrique entregou uma obra tipicamente eleitoral com vistas a angariar votos na classe média soteropolitana e lançou um sistema de integração dos transportes urbanos. O governador Jaques Wagner implantou um programa de combate à violência anunciado por seu candidato durante a propaganda eleitoral.

 

O que aconteceu no Recife, pode vir a ocorrer em breve em outras capitais, inclusive atingindo o candidato do governador Sérgio Cabral.

 

Portanto, a impugnação de João da Costa é fruto do aperto que a Justiça Eleitoral vem dando nos parafusos das engrenagens da máquina eleitoral.

 

Mas, como a capacidade dos políticos em distorcer os fatos é espantosa, a maioria dos réus acha uma maneira de posar de vítima.

 

O prefeito do Recife, João Paulo (PT), usa, por exemplo, a mesma interpretação a propósito da impugnação pela Justiça da candidatura de João da Costa (PT) à sua sucessão, que é utilizada pelos governistas em Macapá em favor do candidato do governador Waldez.

 

- É uma eleição golpista, de tapetão, que já anunciei antes. É uma situação de desespero, de quem está acostumado a viver na ditadura.

 

Os comissionados do prefeito cometem uma infração flagrante e João Paulo tenta reverter o estrago acusando os adversários de golpistas.

 

Há mais de um mês que todo o Recife sabia o que poderia acontecer, inclusive, os adeptos do prefeito tentaram coagir a promotora do MPE.

 

O que está em curso em Recife, Macapá e outras cidades é a tentativa de desconstrução de um fato político de grande monta.

 

Não é nenhuma novidade. Quem não se lembra da entrevista de Lula em Paris no caso do Mensalão ou no caso dos aloprados em 2006. O mais recente caso de desconstrução ocorreu com a Operação Satiagraha, na qual o delegado Protógenes foi transformado em vilão.

 

Apesar de todo o trabalho de desconstrução da impugnação da candidatura de João da Costa, vale lembrar que a candidatura está nas mãos do TRE de Pernambuco, posteriormente do TSE e em ultima estância com o pleno STF. 

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 17h34
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Sucessão em Belém

Candidatos desconfiam do Ibope

 

Três candidatos que disputam a Prefeitura de Belém, há 12 dias da eleição, estão colocando sob suspeita de manipulação as pesquisas feitas na cidade pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope). Arnaldo Jordy (PPS), foi ao Ministério Público Federal (MPF) pedir para o órgão investigar o Ibope, criticando suposto favorecimento às candidaturas de Valéria Pires Franco (DEM-PSDB), com 20% das intenções de voto, e de Duciomar Costa (PTB), que aparece na frente, com 25%.

Duciomar também demonstra insatisfação com os números e já tentou, por duas vezes, impedir na Justiça Eleitoral que os resultados fossem divulgados. "Por onde eu ando, nas ruas, o que se vê é totalmente diferente daquilo que o Ibope mostra", afirmou Jordy. Ele diz que sua campanha cresce nas ruas, mas o resultado não aparece. Ele já teve 4% e agora atingiu 7%. Para o candidato, as pesquisas no Pará estão sendo "movidas por interesses econômicos" e estariam funcionando muito mais para "formar a opinião das pessoas" do que para retratar o sentimento das ruas.

A mesma opinião tem o ex-deputado federal e candidato José Priante (PMDB), que se diz o mais prejudicado pelas pesquisas. "Minha campanha só tem crescido, mas o Ibope disse na segunda pesquisa que eu estava com 11%, na terceira com 16%, empatado na margem de erro com o segundo colocado, e agora apareço com 12%", disse. Priante lembra que o Ibope também tentou manipular a eleição para governador do Pará, em 2006. O candidato favorito nas pesquisas, Almir Gabriel, chegou a ser apontado como vencedor ainda no primeiro turno. "Quem se elegeu, no final, inclusive com o meu apoio, foi a Ana Júlia", observou.

A única que não reclama do Ibope é Valéria Pires Franco, que sempre aparece ora liderando, ora empatada com Duciomar Costa. Os dois candidatos já foram aliados em eleições passadas. Valéria, ex-vice-governadora, pediu votos para eleger Duciomar prefeito. Hoje, ela confessa estar "decepcionada" com a administração dele.

O Ibope nega a manipulação de números, afirmando que o levantamento que faz junto aos eleitores é pautado por "critérios técnicos da ciência estatística". Segundo o Instituto, suas pesquisas representam a população em estudo, pois todos os grupos sociais e as várias regiões geográficas aparecem na amostra em proporção muito próxima à população pesquisada. "O resultado da pesquisa reflete fielmente o que encontramos na interlocução com as pessoas que entrevistamos." (Agência Estado)

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 09h45
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Sucessão em Manaus

Braga denuncia complô para abalar campanha

 

O governador Eduardo Braga encaminhou ontem duas representações à Polícia Civil para que investigue a origem de um DVD em que a esposa de um empresário do ramo de combustíveis da cidade o acusa de chefiar uma "quadrilha" dentro do governo. O governador também pediu a investigação sobre a procedência de uma mensagem eletrônica que circula há aproximadamente dez dias em que ele é acusado de inúmeros atos de corrupção. Para o governador, o DVD e a mensagem eletrônica fazem parte de um "plano" para desestabilizar seu governo a prejudicar a candidatura de seu vice, Omar Aziz (PMN), à Prefeitura de Manaus.

A denúncia feita por Braga se tornou pública no final da tarde de ontem, quando ele convocou a imprensa para comunicar o que chamou de "campanha de difamação e calúnias".

Durante a entrevista, Braga disse que sabia da existência do DVD desde o dia 9 deste mês. Ele teria sido gravado por Renata Barros, mulher do empresário Ney Barros, dono de uma cadeia de distribuidoras de combustíveis. A informação teria chegado a ele por meio de familiares que, segundo o governador, foram alertados pelo advogado de Renata, Dionísio Paixão. Renata estaria em processo de separação de Ney e insatisfeita com a separação.

Após ter tentado conseguir uma cópia do DVD, sem sucesso, Braga diz que não tocou mais no assunto até a manhã de ontem quando foi procurado por Omar Aziz.

Vice-governador e candidato a prefeito, Aziz conta que, na madrugada desta terça-feira, por volta de 1h30, recebeu uma visita em sua casa. Em sua porta estavam o advogado Ricardo Paixão, o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB-AM) e o empresário Francisco Cirilo Anunciação Neto, vice-presidente do jornal "Diário do Amazonas".

Omar conta que Artur e Cirilo lhe mostraram uma cópia do DVD com 20 minutos de duração em que Renata faz acusações contra ele e o governador. Ele afirma que não houve pedido de dinheiro ou qualquer menção a algo semelhante a extorsão. "Eles não pediram nada, mas não fiquei com uma cópia do DVD. Eu sabia que não iam me dar", afirma.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do senador Arthur Virgílio, mas foi informada de que ele só se manifestará sobre o caso na manhã de hoje, às 10h30, em uma entrevista coletiva no auditório da Câmara Municipal.

Procurado pela reportagem de A CRÍTICA, o vice-presidente do jornal "Diário do Amazonas", Francisco Cirilo Anunciação Neto, se manifestou confirmando sua ida à casa do vice-governador, mas disse que os esclarecimentos sobre detalhes da visita serão dados pelo senador Arthur Virgílio. (Extraído do A CRÍTICA)

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 09h19
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Eleições em Maceió

Heloísa luta por vaga na Câmara

 

Dona de 13 milhões de votos na disputa de 2006 para a Presidência da República - dos quais 178 mil em Alagoas, sendo 92 mil em Maceió -, a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) briga nesta eleição para conquistar, pelo menos, 20 mil votos que lhe garantam uma vaga como vereadora da capital alagoana.

Seu maior problema é o coeficiente eleitoral, que exige votação mínima do partido para conquistar vaga no Legislativo (especialistas dizem que ela ficará com 20 mil a 30 mil votos).

Por ser de um partido pequeno, Heloísa tem um desafio maior, já que pretende ajudar a eleger bancada de dois ou três vereadores com a sua votação.

O estranho é que a até então falante ex-senadora está muda. Sua campanha é feita nas ruas, com poucos assessores.

A agenda é mantida em segredo até para os correligionários do partido. Este isolamento tem gerado críticas de outros candidatos da legenda, que se sentem desprestigiados. Leia reportagem de Marcelo Auler e Ricardo Rodrigues no Estadão aqui.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 07h56
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Sucessão em Maceió

Prefeito radialista desponta em Maceió com 81%

 

O radialista, cantor de forró e prefeito de Maceió, José Cícero Soares de Almeida (PP), despontará como o maior fenômeno eleitoral nas capitais - se confirmada previsão do Ibope -, superando até mesmo o prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB). Enquanto o tucano do Paraná aparece com 74% das intenções de voto, Almeida atinge 81% nas pesquisas.

Sua reeleição carimba seu passaporte para a briga pelo governo de Alagoas em 2010.

A vitória de Almeida, 50 anos, que prefere ser chamado como "Ciço", ocorre à revelia dos principais políticos alagoanos.

O ex-presidente e senador Fernando Collor (PTB) é um dos que o apóiam. "Eles sentiram que não tinham a menor condição de uma aliança contrária e estão aliados", explica Almeida sobre o grupo político do ex-presidente. Neste final de campanha, o prefeito dará "uma força" ao filho de Collor, Fernando James Braz Collor de Mello (PTB), que luta pela Prefeitura de Rio Largo. Leia  reportagem de Marcelo Auler e Ricardo Rodrigues no Estadão aqui.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 07h50
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O Estado de São Paulo

Presidente do Equador expulsa Odebrecht e ocupa obras

 

O presidente do Equador, Rafael Correa, decretou ontem o embargo dos bens da construtora brasileira Norberto Odebrecht, o que na prática, segundo o ministro dos Setores Estratégicos, Derlis Palacios, equivale à expulsão da empresa do país.

Além disso, Correa determinou a ocupação militar das obras da construtora no Equador. A medida presidencial proibiu ainda a saída de quatro de seus representantes no país por terem se negado a pagar um indenização por prejuízos causados pelas várias paralisações da hidrelétrica de San Francisco, construída pela empresa brasileira, que apresentaria graves danos estruturais.

A Odebrecht - que está no Equador há 23 anos - é investigada por corrupção e por ter realizado obras que, segundo Correa, teriam sido concluídas com "um terço da capacidade e o triplo do custo".

Há duas semanas, o governo deu um ultimato à Odebrecht: ou a empresa se comprometia a reparar a usina ou deixava o país. "Esses senhores (da empresa brasileira) foram corruptos e corruptores. O que está sendo feito é um assalto ao país", disse o presidente. (AP e Tânia Monteiro no Estadão) Leia mais.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 07h40
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Sucessão em Macapá

Juiz manda governo retirar placas de propaganda

 

O juiz Rommel Araújo de Oliveira deu o prazo de 24 horas - a contar da tarde de ontem - para o governo retirar todas as placas de obras. No entendimento do juiz, as propagandas contidas nelas têm muita semelhança com as propagandas de Roberto Góes, candidato do governador a prefeito de Macapá.
Rommel tomou a decisão baseado em investigação que fez, em fiscalização feita por um servetuário da Justiça, denúncias de cidadãos e fotografias feitas pela Comissão de Fiscalização da Propaganda. Ficou constatado que o que se vê nas placas é uma ostensiva propaganda institucional do governo com o objetivo de atrair créditos políticos para o governador Waldez Góes que busca repassá-los a Roberto Góes, o candidato ostensivamente apoiado pelo governador.
Rommel Araújo diz que mesmo sem nenhum esforço dá pra perceber a proliferação de placas de obras públicas em locais em que não existe nem mesmo um carrinho de mão. Ele cita, por exemplo, uma placa colocada na AP-210 com a avenida José Alves Pessoa, referente a drenagem e pavimentação daquela avenida. Só que ali nenhuma obra está sendo executada. É uma placa graciosa como tantas outras.
O juiz ressalta que a Constituição Estadual (que Waldez Góes ajudou a escrever, pois na época era deputado) reza que na propaganda institucional do governo só devem ser usados os símbolos do Estado, mas, ao invés disso a propaganda exibe um homem com capacete, fotografado em fundo azul, de maneira idêntica a usada pelo candidato Roberto Góes.
Se dentro de 24 horas todas as placas não tiverem sido retiradas, o governador e os secretários de Infra-Estrutura e Transportes terão que pagar cada um multa diária de R$ 50 mil. (Extraído do Blog de Alcinéa Cavalcante)

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 07h17
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Corrêa Neto

Os redatores do PDT não sabem

 

Se os redatores do programa político do PDT conversarem com o governador Waldez Góes, vão aprender um pouco sobre a história política do Amapá, principalmente da que se situa entre o final do território federal e este momento do Estado. O programa disse ontem: “conhecemos muito bem nossos adversários, que praticam há muito tempo uma política de conflitos...”.
Não conhecem, não. Não sabem que tipo de conflito aconteceu. O Waldez sabe. Uma boa parte do PDT de hoje era do outro lado quando esses conflitos e os confrontos começaram. Eram do lado do poder, como são hoje. Mas deixa explicar melhor para ver se dá para entender.
Os últimos anos do Território Federal do Amapá foram marcados pela corrupção desenfreada, crises nos setores vitais para a sociedade, desrespeito às regras, violência contra opositores, tudo patrocinado por governos desmoralizados protegidos pela cúpula da Justiça. O poder permitia tudo aos seus aliados, como ainda acontece hoje.
A luta era travada entre um grupo muito pequeno e outro, o dominante, muito forte, que enriqueceu e se preparou para assumir o poder também na condição de Estado. Conseguiu no primeiro momento. Os confrontos e os conflitos, dos quais Waldez fez parte como uma das figuras mais expressivas, virou o jogo em 1994 e assumiu o poder. E todos, inclusive o Waldez, continuaram brigando contra a sonegação, a corrupção que vinha de quase vinte anos, e os vícios que se acumularam e enraizaram. Foi preciso brigar com muita gente, e aquele pequeno grupo brigou. Brigava para garantir a escola, a merenda, o médico cumprindo horário, o remédio no centro de saúde, a licitação limpa, o asfalto nas ruas e rodovias. E a sociedade tinha tudo isso, e o Waldez com o PDT estavam lá, brigando junto por essas coisas. Leia mais no site Corrêa Neto.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 07h00
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Ruy Guarany Neves

Em defesa da lei

 

Ao acatar a denúncia do Ministério Público Eleitoral, respaldada de provas consistentes , sobre o envolvimento da máquina pública do Estado ,na campanha eleitoral, com o objetivo de beneficiar o candidato do PDT, à prefeitura de Macapá, a juíza Alaíde Maria de Paula, proferiu a sentença, determinando a suspensão imediata de todas as ações sociais,colocadas em prática pelo governo do Estado, cuja programação,visava a distribuição de vários benefícios, como “renda para viver melhor”, “auxilio funeral,” além de outros kits , de responsabilidade direta do Poder Público.

Na qualidade de fiscal da lei, o Ministério Público Eleitoral, respaldou-se no Art. 73 , seus incisos e parágrafos, da Lei das Eleições, 9.504/97,também chamada de “Lei Popular”, que trata da Conduta Vedada aos Gestores Públicos, em campanhas eleitorais.

 

A existência de provas irrefutáveis sobre o uso da máquina pública em campanha eleitoral, com a finalidade de captação de votos, para o candidato do PDT, conforme consta da decisão judicial, abre um processo, que poderá servir de sustentação à novas ações , cujos desdobramentos, poderão resultar em cassação de registro, diploma ou mandato, como reza o Art. 41-A, da mesma lei.

 

Analisando o caso presente, verifica-se que a situação do governador Waldez Góes , apresenta-se como seriamente complicada, pois, sabendo-se que, existe em tramitação no TSE, processo contra a sua pessoa, com denúncia do Procurador Geral da República, pela prática de crimes eleitorais, durante a campanha de 2006, a juntada de outro processo , poderá colocar em risco, o seu mandato, além de outras penalidades previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda o uso da máquina pública, em campanhas eleitorais.

 

O grande erro cometido pelo governador Waldez Góes, consiste na decisão de unir o governo ao candidato do seu partido, o que é proibido por lei e caracteriza crime eleitoral de natureza grave. Esqueceu o governador, que, em se tratando de benefícios sociais, custeados diretamente ou subvencionados pelo poder público , durante a fase proibitiva imposta pela Lei das Eleições, a única exceção se dá, em caso de calamidade pública ou estado de emergência. Pelo andar da carruagem, o governador ainda vai ter muito o que explicar, antes da conclusão do seu mandato, em 2010. Afinal, as leis são criadas para serem cumpridas; o Ministério Público , tem a prerrogativa de fiscalizar e denunciar o descumprimento da lei, cabendo a Justiça, aceitar ou não a denúncia. No caso presente, a juíza eleitoral, aceitou a denúncia do MPE e abriu processo contra o governo do Estado. Mesmo que o governo consiga a liberação do programa “renda para viver melhor, ” que já vem sendo pago à alguns anos, a prática de crime eleitoral permanece, em face da distribuição dos kits, onde até materiais de construção vinham sendo ofertados, o que caracteriza captação ilícita de sufrágios e quebra do principio da isonomia,estabelecido na lei 9.504/97. 

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 06h55
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Sucessão em Fortaleza

Luizianne Lins cresce

 

A liderança da prefeita e candidata à reeleição Luizianne Lins (foto) foi confirmada na sexta pesquisa Vox Populi/TV Jangadeiro divulgada ontem. Luizianne cresceu dois pontos em relação à consulta anterior, do dia 8 de setembro, e registra agora 47% das intenções de voto, seguida pelos candidatos Moroni Torgan (DEM), com 22%, e Patrícia Saboya (PDT), que tem 14%. Luizianne, que conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, trabalha para vencer no 1º turno. O Vox Populi ouviu 700 pessoas nos dias 19 e 20 de setembro. A pesquisa contratada pela afiliada do SBT está registrada na justiça eleitoral com o número 666/2008. A margem de erro é de 3,7 pontos percentuais para mais ou para menos.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 06h16
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Saída

Armando a prorrogação de mandato

 

Quando o ocupante de um cargo eletivo não oferece um candidato viável à sua sucessão, o motivo normalmente é um só: o candidato é ele mesmo. Quando o deputado Devanir Ribeiro, que não decide se quer misto quente ou frio sem consultar o presidente, propõe nova reeleição, pode-se ter a certeza de que, se Lula tivesse dito que não queria, não haveria projeto.

Mas já há uma alternativa à nova reeleição: a pura e simples prorrogação de mandatos, com a desculpa de evitar eleições de dois em dois anos. A idéia tem uma grande vantagem: agrada todos os que têm mandato, de todos os partidos. A montagem política toda já está na Internet:
www.diadofico.com.br.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 06h06
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Carlos Brickmann

Lula é forte, mas não é dois

 

 

A última pesquisa indica que o presidente Lula é o político mais popular do país. É também eleitoralmente ativo: faz a campanha para seus candidatos em todo o país. Mesmo assim, seus candidatos vão mal no Rio, Manaus (Amazonino Mendes disparou e está perto de vencer no primeiro turno), Curitiba (o prefeito Beto Richa deve vencer no primeiro turno), Natal (Micarla de Souza, apoiada pelo senador DEM José Agripino, a quem Lula quer derrotar, está bem na frente), Porto Alegre (o PT pode ficar fora do segundo turno pela primeira vez em 20 anos), Belém, Teresina, Campo Grande. Em São Caetano, o PT escolheu um Tortorello, da oligarquia local; o prefeito José Auricchio deve ter perto de 70% dos votos. Em São Bernardo, SP, onde nasceu o PT, onde os gastos petistas por eleitor devem ser maiores que os de São Paulo, onde Lula diz que faz questão da vitória e está em campanha permanente, seu candidato Luiz Marinho conseguiu no máximo um empate técnico com o líder.

Ter apoio de Lula é bom, mas não é tudo. Marta Suplicy, em São Paulo, está na frente, mas, apesar de beneficiada pela campanha tucana de Geraldo Alckmin, não consegue evitar o segundo turno. Em Salvador, o líder das pesquisas é ACM Neto, que já ameaçou bater fisicamente no presidente (o candidato petista, com Lula e o governador Jaques Wagner, está em terceiro).

E Dilma? Depois de meses de campanha ao lado de Lula, a “mãe do PAC” está com 8,4% para a Presidência – em quarto lugar. Em primeiro, José Serra.

Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 05h57
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Correio Braziliense

Vergonha no coração de Brasília

 

Érika Klingl

 

Todo fim de manhã de sexta-feira, logo depois da aula, Rita, Jaqueline e Paula pegam o ônibus em Planaltina de Goiás com destino a Brasília. Antes da viagem, as meninas tomam banho e trocam os uniformes por roupas de passear: saias, shorts e blusas coloridas ou de alcinha. Até domingo, a casa delas será a Rodoviária do Plano Piloto, onde vendem balas e chicletes aos passageiros que esperam nas filas.

Na mesma plataforma onde ganham o sustento para as famílias, elas são exploradas sexualmente. “Por R$ 3, os moços mexem na gente”, diz Rita. Mexer é tocar no corpo das meninas e fazê-las praticar sexo oral. Ela tem 9 anos. Jaqueline acaba de completar 10 e Paula tem 11 anos.

A reportagem do Correio descobriu que a realidade dessas três crianças se tornou comum no coração da capital do país. A Rodoviária do Plano Piloto, localizada na avenida do poder brasileiro, virou palco da exploração sexual de crianças e adolescentes. São histórias de meninos e meninas que conhecem a rua ao serem vítimas do trabalho infantil ou pedindo dinheiro a estranhos. Acabam sucumbindo à pressão de aliciadores e exploradores. Assinante do CB  leia
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Escrito por ou publicado por Chico Bruno às 05h36
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