Delúbio confessa que repassou dinheiro para Jefferson 

Clique e saiba que Delúbio e Marcos Valério combinaram fazer depoimentos iguais na PGR.  

http://www.primeiraleitura.com.br/auto/leia.php?id=47778

Escrito por Chico Bruno às 09h07
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“O bom cabrito não berra”

Chico Bruno

 

Nas rodas da malandragem carioca dos anos 60, o dito popular que serve de título a esse artigo era pronunciado sempre que um malandro era instado a abrir a boca pela polícia.

 

Ainda, naquela década, outro dito popular festejava o fim de um barril de chope nos botequins cariocas, “o homem não chia, quem chia é o barril de chope quando esvazia”.

 

Essas lembranças remexem a memória, pois atualmente tem muito berro e chiadeira. Um deles é o escarcéu que vem sendo feito em relação a tal operação Narciso, que pegou a Daslu praticando supostos delitos.

 

É incrível o tangolomango que estão fazendo, haja vista que na era Lula, a Polícia Federal vem se especializando em operações espetaculosas.

 

Foi assim em todas as operações da PF, como por exemplo, na Pororoca que prendeu políticos do Amapá, inclusive o prefeito petista de Macapá, na Curupira que encarcerou vários dirigentes do IBAMA, inclusive um inocente, na Gabiru que pegou 15 prefeitos alagoanos comendo a merenda escolar, na Cevada pelo colocou atrás das grades diretores da segunda cervejaria do país a Schincariol e não poderia ser diferente na Narciso.

 

Se fosse diferente seria uma exceção a regra. Uma exceção que deixaria as autoridades em maus lençóis perante a opinião pública.

 

Daqui para frente, qualquer operação da PF tem que seguir o mesmo rito, sob pena de favorecimento aos supostos meliantes.

 

Estão berrando, chiando e esperneando por quê? Qual a diferença dos crimes praticados? Qual a diferença que existe entre corruptos ou sonegadores?

 

Ao que se saiba são todos iguais perante as leis. Ou não é assim? Será que existem criminosos de primeira, segunda ou terceira classe?      

 

Na verdade o que está acontecendo é que estão berrando, chiando e esperneando tardiamente. Deveriam tê-lo feito quando ocorreu a primeira operação espetaculosa da PF, não o fizeram, muito pelo contrário se deliciaram com ela e com as que se sucederam. Agora é tarde e Inês é morta.

 

Não adianta acusar o governo Lula de estar fazendo marketing com as operações da Polícia Federal, nem de estar querendo desviar a atenção para a crise que o assola, pois as operações caíram no gosto da população, que antes só as via em filmes de qualidade duvidosa exibidos nos cinemas ou nas emissoras de televisão.

 

O pior é que quem discorda corre o risco de ficar contra a opinião pública, principalmente em épocas de mensalão e outros delitos. É a mesma coisa que tentar desqualificar os que denunciam a crise que assola o governo e muitos partidos políticos, basta ver que 67,1% dos pesquisados pela Sensus acreditam em Roberto Jefferson.

Escrito por Chico Bruno às 09h51
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A Cláudio o que é de Cláudio

Chico Bruno

 

O hábito de não dar crédito ao trabalho alheio é comum em nosso país. Na imprensa essa atitude vem tomando grandes proporções.

 

No sábado, dia 9 de julho, a coluna do jornalista Cláudio Humberto, publicada simultaneamente em vários jornais do Brasil, divulgou nota sobre a mensagem do ex-diretor da ABIN aos seus subordinados classificando a CPMI dos Correios de picadeiro e seus membros de bestas-feras.

 

Ninguém deu bola para o assunto, publicado em uma das colunas mais lidas do país, principalmente por parlamentares. Dias depois, na quarta-feira, dia 13 de julho, o líder do PFL na Câmara deputado Rodrigo Maia (RJ) leu o documento do delegado Mauro Marcelo de Lima e Silva no plenário da CPMI dos Correios, mas omitiu o furo do jornalista.

 

A partir daí, o assunto se tornou prato de resistência da mídia. Infelizmente em nenhum veículo de comunicação foi dado o crédito a quem de direito, com exceção da Tribuna da Imprensa onde Hélio Fernandes criticou a omissão da Rede Globo. 

 

Para a imprensa a divulgação do documento foi obra do deputado Rodrigo Maia. Nem uma linha ou comentário sobre Cláudio Humberto.

 

Aliás, não é a primeira vez que notas divulgadas em primeira mão pelo jornalista não são creditadas ao seu trabalho e de seus auxiliares Tereza Barros e Klecius Henrique.

 

Entre 9 e 13 de julho se passaram três dias até que o deputado desse “credibilidade” a notícia. Antes disso, ninguém se pronunciou, apesar da certeza de que muitos parlamentares leram a nota da coluna do Cláudio Humberto, pois isso é hábito.

 

Vale ressaltar, que várias notas publicadas por Cláudio Humberto são furos jornalísticos. Vale, ainda, lembrar que os escândalos que ocupam o noticiário de momento já haviam sido divulgados por vários jornalistas, o Marcos Valério inclusive foi personagem de artigo de Carlos Chagas e o mensalão denunciado faz quase um ano pelo Jornal do Brasil.

 

Essas atitudes da grande imprensa precisam ser combatidas, pois são gestos que usurpam a verdade e demonstram oportunismo por quem os pratica.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Chico Bruno às 08h45
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Escrito por Chico Bruno às 16h21
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Com a palavra Lula (2)

Chico Bruno


Pesquisas realizadas para consumo interno do Palácio do Planalto já indicavam que os respingos da crise ainda não haviam atingido o presidente.

 

Os resultados da pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje, confirmam que a popularidade do presidente Lula manteve a mesma pontuação de maio. Ela oscilou dentro da margem de erro de 3% para cima e para baixo.

 

Muitos estão surpreendidos, imaginavam que haveria uma queda substancial na popularidade de Lula, pois o país atravessa um momento de crise nos últimos 30 dias, com denúncias surgindo a cada dia.

 

Acontece que a velocidade de percepção das camadas das classes C, D e E não é a mesma das denúncias. As classes A e B que acompanham na mesma velocidade a crise são minoria no país. Os avanços tecnológicos, ainda, não chegaram as camadas menos favorecidas da sociedade, são privilégio de poucos infelizmente.

 

Portanto as notícias não chegam as classes C, D e E com a velocidade que imaginavam os que estão surpresos. Elas, ainda, vão custar um pouco a chegar a Choroxó, a Cabrobó ou ao Oiapoque. Essa é vantagem que Lula tem no momento, pois lhe dá tempo para soerguer o seu governo, o que só depende dele.       

Além disso, o presidente precisa se precaver com questões embutidas na pesquisa, como o principal critério para a escolha do próximo presidente da República, que agora é a moralidade pública, o que é uma novidade da pesquisa, que sinaliza que a população está atenta a crise que assola o país.

Outra revelação importante da pesquisa é que a tentativa da tropa de choque petista de desqualificar os denunciantes é errada, pois 67,1% acreditam em Roberto Jefferson. Além disso, a percepção que a corrupção aumentou, nesse governo, cresceu significativamente.   

Se a velocidade da crise não é a mesma da percepção das camadas mais pobres, vale ressaltar o acerto da estratégia adotada pela oposição de preservar a figura do presidente da República.

Outro fator importante para o entendimento da pesquisa foi o acerto de Lula ao afastar de perto de si José Dirceu. Isso fica cristalino na pesquisa, pois 47,8% acham que Lula tem agido adequadamente em relação à corrupção.

Portanto, é da atuação pessoal do presidente Lula que depende a sua sobrevivência. Por enquanto nada colou nele, mas pode vir a colar, principalmente por que o episódio Telemar/filho de Lula veio a público depois do campo da pesquisa. As novas pesquisas é que irão tirar isso a limpo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Escrito por Chico Bruno às 08h39
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Com a palavra Lula

Chico Bruno


Pesquisas realizadas para consumo interno do Palácio do Planalto já indicavam que os respingos da crise ainda não haviam atingido o presidente.

 

Os resultados da pesquisa CNT/Sensus, divulgada hoje, confirmam que a popularidade do presidente Lula manteve a mesma pontuação de maio. Ela oscilou dentro da margem de erro de 3% para cima e para baixo.

 

Muitos estão surpreendidos, imaginavam que haveria uma queda substancial na popularidade de Lula, pois o país atravessa um momento de crise nos últimos 30 dias, com denúncias surgindo a cada dia.

 

Acontece que a velocidade de percepção das camadas das classes C, D e E não é a mesma das denúncias. As classes A e B que acompanham na mesma velocidade da crise são minoria no país. Os avanços tecnológicos, ainda, não chegaram as camadas menos favorecidas da sociedade, são privilégio de poucos infelizmente.

 

Portanto as notícias não chegam as classes C, D e E com a velocidade que imaginavam os que estão surpresos. Elas, ainda, vão custar um pouco a chegar a Choroxó, a Cabrobó ou ao Oiapoque. Essa é vantagem que Lula tem no momento, pois lhe dá tempo para soerguer o seu governo, o que só depende dele.       



Escrito por Chico Bruno às 15h35
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A tortura da CPMI

Chico Bruno      

 

Assistir certas oitivas da CPMI dos Correios é uma verdadeira tortura. Os deputados e senadores que se sucedem repetem as mesmas perguntas à exaustão, com exceção da deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ). Os demais torturam os depoentes e os telespectadores da TV Senado.

 

A maioria não acompanha os depoimentos presencialmente ou quando estão presentes estão desatentos. Na oitiva do ex-diretor de administração Antônio Osório isso ficou patente. A maioria dos deputados e senadores bateram na mesma tecla do começo ao fim da oitiva, pois não tinham mais o que perguntar, haja vista que não se preocuparam até agora em ler pelo menos o manual de conduta dos Correios.

 

A totalidade dos inquisidores desconhece infelizmente a espinha dorsal do funcionamento da máquina chamada Correios. É lamentável que ninguém pergunte pelas outras duas agências de propaganda que atendem a conta dos Correios, uma paulista e uma baiana. Devem estar esperando que a imprensa levante a questão para continuar a reboque dela.

 

Coloco isso, pois durante o depoimento de Marcos Valério, ele declarou explicitamente que a diminuição do capital da licitação de publicidade foi feita para favorecer uma outra vencedora, entre as três escolhidas.

 

Se os deputados e senadores prestassem a devida atenção às respostas dos depoentes esse pormenor teria sido avaliado, mas ao contrário passaram batidos.

 

É uma pena que se tenha de concordar com Roberto Jefferson, mas essa legislatura é muito ruim, a conduta dos membros da CPMI dos Correios, com poucas exceções, espelha com clareza essa qualidade, vai daí ser uma tortura assistir a CPMI.            

A tortura da CPMI

Chico Bruno      

 

Assistir certas oitivas da CPMI dos Correios é uma verdadeira tortura. Os deputados e senadores que se sucedem repetem as mesmas perguntas à exaustão, com exceção da deputada federal Denise Frossard (PPS-RJ). Os demais torturam os depoentes e os telespectadores da TV Senado.

 

A maioria não acompanha os depoimentos presencialmente ou quando estão presentes estão desatentos. Na oitiva do ex-diretor de administração Antônio Osório isso ficou patente. A maioria dos deputados e senadores bateram na mesma tecla do começo ao fim da oitiva, pois não tinham mais o que perguntar, haja vista que não se preocuparam até agora em ler pelo menos o manual de conduta dos Correios.

 

A totalidade dos inquisidores desconhece infelizmente a espinha dorsal do funcionamento da máquina chamada Correios. É lamentável que ninguém pergunte pelas outras duas agências de propaganda que atendem a conta dos Correios, uma paulista e uma baiana. Devem estar esperando que a imprensa levante a questão para continuar a reboque dela.

 

Coloco isso, pois durante o depoimento de Marcos Valério, ele declarou explicitamente que a diminuição do capital da licitação de publicidade foi feita para favorecer uma outra vencedora, entre as três escolhidas.

 

Se os deputados e senadores prestassem a devida atenção às respostas dos depoentes esse pormenor teria sido avaliado, mas ao contrário passaram batidos.

 

É uma pena que se tenha de concordar com Roberto Jefferson, mas essa legislatura é muito ruim, a conduta dos membros da CPMI dos Correios, com poucas exceções, espelha com clareza essa qualidade, vai daí ser uma tortura assistir a CPMI.            

Escrito por Chico Bruno às 12h21
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Lula está mais preocupado com o PT do que com o país

Chico Bruno

  

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Palácio do Planalto uma comitiva de sindicalistas, que ali foram lhe prestar solidariedade. Até aí tudo bem. O problema é que além da solidariedade ao presidente, decidiram transformar o ato em uma manifestação imprópria para o local.

 

Os discursos das lideranças sindicalistas foram agressivos, ofensivos, inclusive a imprensa e interrompidos por palavras de ordem incompatíveis com o palácio, como “Lula é nosso amigo, mexeram com ele mexeu comigo” ou “um, dois, três, Lula outra vez”. O ato de solidariedade transformou-se em um comício eleitoral, com direito a questionamentos sobre a política econômica do ministro Antônio Palocci.

 

Nas atuais circunstâncias, fatos como esse servem de munição para a oposição. Mais uma vez, o presidente deixa se levar pelos amigos, que sem medir as conseqüências de seus atos empurram, mais ainda, o governo ladeira abaixo.

 

Aliás, a decisão do presidente de deslocar dois ministros para a direção do PT é uma demonstração inequívoca que ele está mais preocupado em manter o controle do partido do que colocar o governo nos trilhos novamente. 

 

Ao se tornar insustentável a manutenção de José Genoíno, Delúbio Soares, Sílvio Pereira e Marcelo Sereno na cúpula partidária, Lula agiu rápido e disponibilizou seu ministro da Educação Tarso Genro para reeducar as instâncias partidárias.

 

Entre a educação e o PT, o presidente da República optou pelo partido. Com a operação Lula acuou a esquerda do PT, que ficou atônita. Sem poder para contestar, preferiu dar um passo atrás e aguardar a chegada de setembro, quando será eleito o novo presidente do PT.

 

Sem perder tempo foram lançados por Tarso Genro alguns factóides, como o diário do tesoureiro, controle dos ministros, gabinete de controle da bancada no Congresso e uma auditoria na contabilidade do PT.

 

É risível se imaginar, que ministros indicados por Renan e Sarney vão se submeter a sabatinas mensais da direção do PT para nos deter apenas nesse factóide.

 

Ao remeter dois ministros para debelar a crise no PT, abrir as portas do Planalto para manifestações eleitorais sob o manto do apreço e solidariedade e tratar de maneira superficial as denúncias que abalam o governo, o presidente Lula demonstra que está muito mais preocupado com PT do que com o país. 

Escrito por Chico Bruno às 09h24
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Estou aqui olhando meu Título de Eleitor...tentando entender o real significado de
 "Zona Eleitoral".

Escrito por Chico Bruno às 05h57
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